O que esperar da #MarchadasMargaridas2015 e que ela representa na conjuntura atual

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As atividades da 5ª edição da Marcha das Margaridas começam nesta terça-feira (11/08). Conhecida por ser a maior manifestação de mulheres no mundo, reunindo aproximadamente 70 mil mulheres, as margaridas se mobilizam em defesa de um desenvolvimento sustentável com democracia, justiça, autonomia, igualdade e liberdade.

Resultado de um movimento articulado das mulheres rurais, do campo e da cidade, das águas e das florestas das federações com os movimentos sociais, a Marcha das Margaridas recebe apoio de todos os movimentos feministas. Além disto, tem como característica ter suas pautas construídas do local ao nacional. O fim da violência contra a mulher, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, segurança alimentar e nutricional, defesa da agroecologia e da reforma do sistema político são algumas destas pautas que movem estas mulheres.

Mas o que esperar de fato de uma mobilização como esta em um contexto político tão adverso? Para Carmen Silva, do Instituto Feminista para a Democracia – SOS Corpo, a expectativa em relação à Marcha das Margaridas vai girar tanto em torno dos direitos reivindicados, da ampliação da autonomia econômica e da participação política das mulheres, quanto vai ter um lugar estratégico nesse momento de conjuntura polarizada:

“Temos a direita pedindo impeachment de um lado e a marcha, articulada pelo campo dos movimentos sociais – que historicamente construíram essa alternativa de governo popular – do outro. Enquanto Marcha das Margaridas, ao mesmo tempo que fazemos exigências para esse governo em defesa dos interesses das mulheres, nós também defendemos a institucionalidade democrática e a garantia do mandato legitimamente eleito”.

Sobre a pauta da reforma do sistema político, Carmen acredita que um dos focos da Marcha das Margaridas é enfrentar a contra-reforma política que está sendo votada no Congresso Nacional e todas as medidas de caráter findamentalistas, que minam os direitos das mulheres, da população LGBT e da classe trabalhadora, como um todo. “Afinal, o ato vai ser em frente ao Congresso Nacional para dar esse tom”, destaca Carmen Silva.

Neste clima, o Estádio Mané Garrincha continua recebendo delegações de todas as regiões do país e inicia as atividades de seminários, conferências e painéis, que compõem a programação. Para acompanhar a transmissão ao vivo, pelo rádio, basta acessar o site da Contag.

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